PRODUÇÃO

QUALIDADE


O DIA A DIA DA GRANJA

Você imagina como é uma granja de suínos e a complexidade desta atividade econômica? A suinocultura brasileira é conduzida por mais de 40 mil produtores, emprega diretamente mais de 1 milhão de pessoas, gerando renda e divisas com a exportação de quase 20% do volume produzido.
Mas afinal, como funciona esta atividade pecuária? Ela está inserida em uma cadeia de produção, que envolve fornecedores de insumos e os próprios resíduos são aproveitados para adubação (fertirrigação) e geração de energia (uso do biogás), o que lhe garante sustentabilidade social, econômica e ambiental. Conheça abaixo o dia a dia de uma granja.

Insumos:

  • Grãos: O milho e o farelo se soja são a base da alimentação dos suínos, em todas as fases de produção. A granja pode produzir o próprio milho, com a adubação do dejeto líquido dos suínos (fertirrigação), ou adquiri-lo de terceiros.
  • Fábrica de rações: Obedecendo boas práticas de fabricação, são feitas diferentes rações, com formulações balanceadas para cada fase de produção, a base de milho, farelo de soja, minerais e vitaminas e, eventualmente, outros insumos, como farelo de trigo e sorgo.

Granja de suínos:

  • Gestação: Neste setor as porcas, também chamadas de matrizes, são inseminadas e recebem toda a atenção quanto ao conforto ambiental e alimentação para que possam manter uma gestação tranquila durante quase quatro meses.
  • Maternidade: Alguns dias antes da data prevista de parto, as matrizes são transferidas para a maternidade, onde ocorre o parto do qual nascem em média ao redor de 13 leitões. A matriz recebe ração à vontade para que possa amamentar sua prole durante três a quatro semanas, quando ocorre o desmame e os leitões são transferidos para a creche e as matrizes voltam para o setor de gestação onde, após um breve descanso, são novamente inseminadas.
  • Creche: Os leitões desmamados ficam neste setor durante seis a sete semanas. É uma espécie de preparação para a fase de terminação. Na creche a temperatura de conforto é relativamente alta e as rações, além de milho, soja, minerais e vitaminas, contém produtos lácteos, que facilitam a digestão dos leitões ainda muito novos.
  • Terminação: É o setor em que o suíno para abate permanece mais tempo, entre três e quatro meses, conforme o peso de abate e, por este motivo, é também a fase de maior consumo de ração e onde o potencial genético de boa conversão alimentar deve se expressar.

Indústria:

  • Carregamento: Quando atingem o peso de abate que pode variar de 100 a 130 kg, conforme o mercado a que se destinam, os suínos são carregados para o abate. Cuidados com relação à condução dos animais e carência de produtos veterinários são observados quando da programação e execução do carregamento.
  • Transporte: O transporte da granja para o frigorífico é realizado em caminhões específicos para este fim e acompanha a carga, além da documentação fiscal, a guia de trânsito animal (GTA) que garante a origem e a sanidade dos animais.
  • Abate: O abate dos suínos é realizado de forma humanitária, sem sofrimento, com a insensibilização prévia dos animais. Todo o processo é fiscalizado pela inspeção oficial Federal (SIF), ou Estadual (SIE) ou Municipal (SIM), o que garante a qualidade e sanidade do produto final.

Reaproveitamento de resíduos:

  • Biodigestor e lagoas de estabilização: O dejeto dos suínos é um importante insumo para outras atividades. O biogás pode ser usado para geração de energia e a fertirrigação proporciona a redução significativa de custos de adubação de pastagens e/ou lavouras. A destinação adequada e racional dos dejetos, além de ser segura ao meio ambiente, é determinante na sustentabilidade dos sistemas de produção.

 

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